sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Novas crises, novos exames e o diagnóstico

Lembro bem dos meus 12 anos, talvez os melhores anos de minha vida até então.Me recordo que aos 11 anos, na escola, eu ainda sentia algum medo e crises isoladas. Já aos 12 anos, não me lembro de ter sentido nada. Aos 13 anos de idade, voltei a me sentir mal.Tenho certeza que foi a saída do meu pai do emprego dele. Nunca passamos fome ou privações, mas o rosto entristecido de meu pai mexeu comigo. Eu sempre fui uma criança, depois adolescente, muito atento às pessoas ao meu redor.E também lia coisas que pessoas dessas faixas etárias não costumam ler, como jornais e revistas e assistir ao noticiário da tv. Nunca fui um ávido leitor, mas devorava livros de geografia e história. Aos 14 anos voltei a ter fortes crises de pânico (minha avó paterna havia falecido)..mais uma vez médicos, exames e uma suspeita de excesso de ansiedade (não se usava o termo "síndrome do pânico" nessa época -1990). Me receitaram bromazepam, se não me engano, caso tivesse crises. Minha relação com esse tipo de medicação vem desde os meus 14 anos. Foi um ano conturbado, minhas notas iam mal na escola (sempre fui bem de nota).Na verdade, apenas passei de ano, por pena dos professores. Lembro de ter feito eletrocardiogramas, eletroencefalogramas, ecocardiogramas, esteira.Nada foi detectado, nem prolapso da válvula mitral, que é uma condição algo comum, que não acarreta riscos à saúde (basicamente se toma medicação - creio que beta bloqueador). Dos 16 para os 17 anos, foi a primeira vez que fui a um psiquiatra. Ali o doutor me diagnosticou com "síndrome do pânico". Tomava um ansiolítico e um antidepressivo - anafranil. De fato aquela agonia e as crises, em pouco tempo sumiram...os efeitos indesejados foram ganho de peso e amarelamento dos dentes.

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