segunda-feira, 29 de agosto de 2016
Ansiedade e depressão juntas
Não sou médico, mas como "ansioso de carteirinha", cheguei a seguinte conclusão: O ansioso tem pressa pelo amanhã.Mas sua ansiedade excessiva, frustra parte da concretização de suas realizações.Logo, ele se deprime.
Na crise de pânico, não tema - e dicas de controle
Um crise de pânico tem duração entre 5 e 40 minutos.
Ela tem começo, meio e fim.Todas são assim.
Por mais assutadora que é, ela é um alerta equivocado de perigo, que ativa todo o mecanismo de defesa do corpo..Um gatilho disparado nem necessidade.Mas com duração finita.
Não é uma doença do coração (há uma anomalia do coração chamada prolapso da válvula mitral que pode levar a crises de pânico, mas é uma anomalia que não acarreta riscos à saúde - no geral os médicos prescrevem um betabloqueador para cotrolar as taquicardias, a quem as tem).
Voltando as crises: sabendo que ela tem começo, meio e fim, não se deve temê-la.Uma crise nunca deixa sequelas.Não te faz perder o ar, não te faz enfartar ou ter um avc (a subida na pressão arterial, quando há, é breve e não expressiva).
Se tiver uma crise, apenas sente-se ou deite-se...não tenha pressa ou medo.Assim ela dura menos...ou se estiver no começo de uma crise, ela até é interrompida.Tente olhar para pontos ao seu redor...aí você sai do pensamento obssessivo e exagerado durante uma crise.Ou éne: "já passei por isso...sempre sai bem".
Quatro dicas em caso de ansiedade forte ou crise:
- beber água gelada
- respirar devagar pelo nariz, contando até 3 e expelir o ar, pela boca, devagar, contando até 3
- por cerca de 20 à 30 segundos, respirar dentro de um saco de papel (tipo o de pão)
- tomar suco de maracujá puro (esses de vidro)..dois dedos dele ajuda a relaxar, caso esteja sem um calmante/ansiolítico.
Agorafobia - como tratar?
Cerca de 50% dos portadores do transtorno do pânico ficam agorafóbicos - em maior ou menor grau, em maior ou menor tempo.
A combinação mais comum de medicamentos- antidepressivo + ansiolítico, diminui bem a ocorrência de crises, mas não elimina por completo a agorafobia.
Portanto é muito importante aos portadores de pânico, com quadro de agorafobia, que façam a exposição gradual ao medo de sair.
A medicação diminui a ansiedade e regula a serotonina, mas a agorafobia é um medo - e medo só se vence, enfrentando-o.
Essa exposição gradual faz parte do tratamemto da terapia cognitiva comportamental (TCC).
Mudança de antidepressivo sem desmame?
Eu estou tomando sertralina.
O efeito ficou aquém do esperado.
Agora foi me indicado o escitalopram, a qual eu já usei no passado com êxito.
Mas nem o médico e nem o farmacêutico disseram para fazer o desmame da sertralina (75 mg).
Creio eu que deva ser necessário alguns dias de desmame para a mudança, pois ambos são medicamentos da classe dos ISRS.
Prefiro ouvir uma terceira opinião antes de inserir uma nova medicação sem desmame - e sendo da mesma classe.
domingo, 14 de fevereiro de 2016
TOC e pânico...tem cura?
É uma pergunta que muitos fazem: há cura para transtorno do pânico e TOC? Pelo tanto que li e pesquisei, a resposta mais sensata é: talvez sim no caso do transtorno do pânico (síndrome do pânico) e não no caso do TOC Se curar é ser independente de medicação...se curar é não ter recaídas. Há pessoas mais e pessoas menos ansiosas.É uma característica pessoal. De fato o tratamento do transtorno do pânico é bem mais eficaz e rápido que o do TOC e exige, no geral, menos dosagem de medicação. De uma situação terrível (no auge de crises de pânico) para uma melhora expressiva, com uso de medicação (e acerto dela e sua respectiva dosagem), se passam poucos dias.Na primeira semana, pode haver uma piora inicial, o que é perfeitamente normal. Eu não tive usando citalopram, mas tive quando me tratei com escitalopram (Lexapro).Mas foi breve (coisa de 5 dias/ 1 semana).Ambos as medicações são bastante eficientes em ambas as doenças. Me tratei com escitalopram em 2008..e tive forte recaída em 2013..e após pesquisar, li que era muito comum recaídas após 3 anos sem medicação...foi o que ocorreu comigo..parei de tomar em 2010. Já no caso do TOC a coisa muda de figura...com 2 psiquiatras a qual me tratei, ambos foram enfáticos: você terá que tomar antidepressivo pelo resto da vida, porem, em doses baixas. O TOC é mais complicado, mas nem por isso, deixa de diminuir seus efeitos com tratamento medicamentoso - é muito importante, com terapia paralelamente. Não tenho me tratado com terapia pois falta $$$...mas tenho usado as técnicas que aprendi, ou seja, enfrentar os rituais habituais..mesmo que gere forte ansiedade inicial.Assim, você diminui a importância das obssessões (os maus pensamentos) A medicação ajudou bastante (citalopram 50mg + rivotril 2 mg), mas o uso das técnicas de exposição (enfrentamento) são de suma importância) Eu perdia 2 horas, 3 horas diárias fazendo rituais. Hoje, não mais que 30 minutos. É uma vitória e tanto, graças ao meu bom Deus
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Novas crises, novos exames e o diagnóstico
Lembro bem dos meus 12 anos, talvez os melhores anos de minha vida até então.Me recordo que aos 11 anos, na escola, eu ainda sentia algum medo e crises isoladas.
Já aos 12 anos, não me lembro de ter sentido nada.
Aos 13 anos de idade, voltei a me sentir mal.Tenho certeza que foi a saída do meu pai do emprego dele.
Nunca passamos fome ou privações, mas o rosto entristecido de meu pai mexeu comigo.
Eu sempre fui uma criança, depois adolescente, muito atento às pessoas ao meu redor.E também lia coisas que pessoas dessas faixas etárias não costumam ler, como jornais e revistas e assistir ao noticiário da tv.
Nunca fui um ávido leitor, mas devorava livros de geografia e história.
Aos 14 anos voltei a ter fortes crises de pânico (minha avó paterna havia falecido)..mais uma vez médicos, exames e uma suspeita de excesso de ansiedade (não se usava o termo "síndrome do pânico" nessa época -1990).
Me receitaram bromazepam, se não me engano, caso tivesse crises.
Minha relação com esse tipo de medicação vem desde os meus 14 anos.
Foi um ano conturbado, minhas notas iam mal na escola (sempre fui bem de nota).Na verdade, apenas passei de ano, por pena dos professores.
Lembro de ter feito eletrocardiogramas, eletroencefalogramas, ecocardiogramas, esteira.Nada foi detectado, nem prolapso da válvula mitral, que é uma condição algo comum, que não acarreta riscos à saúde (basicamente se toma medicação - creio que beta bloqueador).
Dos 16 para os 17 anos, foi a primeira vez que fui a um psiquiatra.
Ali o doutor me diagnosticou com "síndrome do pânico".
Tomava um ansiolítico e um antidepressivo - anafranil.
De fato aquela agonia e as crises, em pouco tempo sumiram...os efeitos indesejados foram ganho de peso e amarelamento dos dentes.
Como surgiu a minha primeira crise de pânico?
Minha relação com a ansiedade vem desde meus 11 anos de idade.
Estava com a família, de férias num hotel..havíamos acabado de almoçar e fomos passear de carro.
Trajeto tranquilo, clima agradável.
Estava sentado no banco do meio do carro (tenho duas irmãs - sou o do meio).
De repente uma agonia, uma sensação de perigo iminente.Respiração ofegante, vistas turvas e palpitação.
Disse aos meus pais - que estavam no banco da frente, que não me sentia bem.Eles quiseram me levar ao hospital, mas eu recusei.
Aquela sensação passou...continuamos o trajeto.
Mas o medo, a atenção com o corpo e todo seu "mecanismo", continuou.
Ali foi a minha primeira crise de pânico.
Voltamos de férias, fui ao médico, uma bagatela e exames...e nada.
Lembro-me que desde cedo eu era uma criança tímida.Mas eu brincava na rua, tinha meus colegas, ia ao clube, viajava com a família.Minha mãe quis me levar ao psicólogo para tratar dessa timidez, mas meu pai foi contra.
Nesses poucos anos de vida, pude presenciar três episódios que me marcaram:
1 - quando tinha 4 anos e idade, vi meu pai tendo uma convulsão.
2 - ao 7 anos, eu fiquei com vergonha de vestir a roupa de papai noel para uma festividade tola da escola.Me senti, com aquela idade, envergonhado (para com meus pais) e frustrado por não ter conseguido encenar.
3 - ao redor dos 8 anos de idade, recebemos um telegrama em casa, pois meu pai não havia ido trabalhar...na verdade tinha ido trabalhar, mas o carro havia dado pane e ele chegou atrasado.Não tínhamos telefone à época.Vi a preocupação de minha mãe e isso me assustou.
Tenho convicção que esses episódios, mesmo não tendo sido traumáticos, tenham desencadeado a minha primeira crise, aos 11 anos de idade.
Apresentação
Meu nome é Denis, paulistano beirando os 40.E ansioso!
Criei esse blog no intuito de compartilhar ideias e informações sobre ansiedade e comorbidades.
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